É sem dúvidas, se o arrependimento matasse, na sociedade são-tomense já não teria nenhuma “alma caridosa” para contar história. Talvez sim, existia uma sociedade cheia de malfeitores e de “almas malignas”, daqueles que aparentemente demonstram ser o “mais filho da terra”, que na verdade só interessam por eles, e estão-se a “borrifar” para o povo.
Na verdade, já não sabemos quem são os verdadeiros culpados do mal-estar social. Se é o povo, ou se são “os mais filhos da terra”, isto é difícil de identificar. Também, isso não nos interessa muito!...
Dizia os meus pais: - “ meu filho, nunca chore sobre sangue derramado. Porque, o que está feito, está feito. O tempo já não volta atrás. E mais, o tempo é o verdadeiro remédio para sarar as nossas feridas. E os erros cometidos no passado, são as nossas cicatrizes do presente.
Essas cicatrizes, não servirão para passarmos a vida toda a pensar nelas, mas, para nos despertar e ganharmos consciência e não voltarmos a cometer os mesmos erros”. Por outras, quero com isso dizer, que não devemos estagnar no tempo a pensar no problema, mas sim, devemos procurar encontrar soluções para ultrapassarmos esses mesmos problemas.
Se antes, cometemos erros graves, em escolher pessoas erradas para governar o destino do país; em deixar-nos enganar por umas merendas; por umas cervejinhas; por umas bodas no bairro; pela vinda dos cantores de renome e grupos culturais; por uns pães com chouriços… e estamos a viver na situação que estamos. Sem escolas; sem assistências médicas; bebendo água imprópria para consumo; com alimentação debilitada; etc.…então, julgo eu, que está na altura de dizer “Não, obrigado… estamos cansados!”
Cansados daqueles que vêm de onde vêm, corrompendo ainda mais a consciência do povo (dada as necessidades existentes no país), dando dinheiro a “torta e a direita”; vendendo a sua imagem; publicitando a todo o custo o seu bom-nome; apadrinhando todo e qualquer tipo de actividades no país. Em troca de quê? De voto claro!
Quando o essencial, que é a resolução dos problemas básicos da sociedade, como criação de mais empregos, mais formação, construções de escolas, saneamento do meio, levar águas e energias àqueles que nunca tiveram, melhoramento das condições hospitalares, compram de mais medicamentos (evitando a venda de medicamentos fabricados com giz, pondo em perigo a vida da população), importação de géneros alimentícios, criação de centros educativos para as “crianças em riscos”, dar mais atenção as pessoas com necessidades especiais (deficientes) … enfim. Esses problemas, não os interessam!
Irmãos são-tomenses, está na altura de unir numa só força e uma só voz, e dizer a esses falsos profetas, que vêm de onde vêm, pregando evangelho, dizendo ser o salvador da pátria, oferecendo “mil e fundos”, que “quando esmola é muito, santo desconfia”, por isso, “Não, Obrigado, Estamos Cansados”!
Cansados de tanta falsidade. Cansados de sermos enganados. Cansados de dar a mão beijadas aos usurpadores de coisas alheias, a vitória conquistada na dura luta para conquista da independência e da liberdade. Por isso, “Não Obrigado!”, porque o valor, o sangue e a dignidade de um povo, não se vendem.
E mais uma vez, nunca se esqueçam que “para tomar uma decisão importante na vida, é necessário saber o que queremos e aonde queremos chegar”, ou seja, saber se queremos continuar nesta vida triste e dolorosa, ou se queremos mudar para melhor. Se queremos caminhar para progresso, ou se queremos continuar no retrocesso.
Senhores “mais filhos da terra”, conforme cantou Camilo Domingos, “…Santomé sa ginón Quidalê...” (….S. Tomé é dos santomenses, o que D’el-rei…).
Melhores cumprimentos
António Crisóstomo
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Sociedade de “Salva Quem Puder, Cada um por Si e Deus por Todos”!...
Após as recentes declarações de duas altas figuras do estado Santomense, sobre o sistema político do país e falta de recursos para dar resposta a uma operação de busca e salvamento de dois cidadãos nacionais desaparecidos no alto mar, leva-nos a retroceder cronologicamente, e lembrar a mais bela e sábia frase do filósofo Tales de Mileto: - “Quem sou, de onde venho e para onde vou”, transcrevendo numa linguagem plural: - “Quem somos, de onde viemos e para onde vamos”.
De igual modo, entrar de novo em contacto com a história da “Alice no País das Maravilhas”. Talvez até se lembre da passagem em que a menina Alice, ansiosa por escapar dos domínios da Duquesa, conversa com o Gato de Cheshire.
“O senhor poderia dizer-me, por favor, qual o caminho que devo seguir para sair daqui?”, pergunta Alice. “Isso depende muito para onde você quer ir”, responde o Gato. “Não importa muito para onde…”, diz Alice. E o Gato sentencia: “ Então, não importa o caminho que escolher”. Alice responde: “Contando que vai dar algum lado, parece-me bem”. “Pode ter certeza de que vai chegar a algum lado se caminhar bastante”, garante o Gato.
Por esta altura, deve estar a interrogar-se até que ponto tem a ver a frase de Tales de Mileto e uma história infantil um tanto ao quanto “maluquinha” com as declarações proferidas pelas figuras do estado.
Antes de deixar as metáforas de lado, quero ainda frisar o Paulo Coelho, no seu livro “O Alquimista”, que escreveu o seguinte: “Quando alguém quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que se realiza esse desejo”. Isto quer dizer que, quando sabemos o que queremos, podemos traçar um caminho para lá chegar. Logo, para fazer as escolhas certas, tomar decisões importantes na vida, para traçar um caminho rumo à conquista das nossas aspirações, é fundamental saber aonde queremos chegar.
E assim, vem a primeira regra de ouro: Tenha um norte para as suas acções. Se não sabe onde quer chegar, tanto faz o caminho. – Do Gato Cheshire.
Caindo no real, parece-me que os sucessivos governos empossado em S.Tomé e Príncipe, nunca seguiram um plano, um programa rígido, uma estratégia e uma politica séria de desenvolvimento sustentável. O que parece, é que muitos assumem funções, sem saber o que irá fazer nem como fazer. Talvez sim, como forma de preencher os seus currículos, sem ter noção do grau de responsabilidade que irá assumir, e muitas das vezes, sem perfil para lá estar.
Pergunto: - qual é o sector ou qual a área estratégica para o desenvolvimento e crescimento económico do país, apresentada por um governo, e que foi levado a sua implementação? Será o sector Primário, secundário, terciário? Agricultura, pesca, turismo, formação, infra-estruturas?
Pois caros, são essas as respostas, que certamente muitos gostariam de saber.
Uma coisa é certa, sem uma estratégia clara e bem definida, uma politica seria e conduzida, nunca chegaremos ao lado nenhum. E não esqueçam que, “quem tudo quer, tudo perde”.
Enquanto, continuamos na política de “faz de conta, e de vamos experimentar”, o país continuará neste marasmo, e por mais incrível que pareça, notaremos cada vez mais, a existência de três classes dentro de uma só sociedade: - “aquela em que as pessoas gastam rios de dinheiro; aquela em que as pessoas comem para viver e aquela em que as pessoas não sabem de onde virá a próxima refeição”; ou seja, “Salva quem puder, Cada um por si e Deus por todos”.
É lamentável, é crítica, é dura, mas, infelizmente, essa é a nossa realidade!
António Crisóstomo
Santomense – Setembro 2008
De igual modo, entrar de novo em contacto com a história da “Alice no País das Maravilhas”. Talvez até se lembre da passagem em que a menina Alice, ansiosa por escapar dos domínios da Duquesa, conversa com o Gato de Cheshire.
“O senhor poderia dizer-me, por favor, qual o caminho que devo seguir para sair daqui?”, pergunta Alice. “Isso depende muito para onde você quer ir”, responde o Gato. “Não importa muito para onde…”, diz Alice. E o Gato sentencia: “ Então, não importa o caminho que escolher”. Alice responde: “Contando que vai dar algum lado, parece-me bem”. “Pode ter certeza de que vai chegar a algum lado se caminhar bastante”, garante o Gato.
Por esta altura, deve estar a interrogar-se até que ponto tem a ver a frase de Tales de Mileto e uma história infantil um tanto ao quanto “maluquinha” com as declarações proferidas pelas figuras do estado.
Antes de deixar as metáforas de lado, quero ainda frisar o Paulo Coelho, no seu livro “O Alquimista”, que escreveu o seguinte: “Quando alguém quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que se realiza esse desejo”. Isto quer dizer que, quando sabemos o que queremos, podemos traçar um caminho para lá chegar. Logo, para fazer as escolhas certas, tomar decisões importantes na vida, para traçar um caminho rumo à conquista das nossas aspirações, é fundamental saber aonde queremos chegar.
E assim, vem a primeira regra de ouro: Tenha um norte para as suas acções. Se não sabe onde quer chegar, tanto faz o caminho. – Do Gato Cheshire.
Caindo no real, parece-me que os sucessivos governos empossado em S.Tomé e Príncipe, nunca seguiram um plano, um programa rígido, uma estratégia e uma politica séria de desenvolvimento sustentável. O que parece, é que muitos assumem funções, sem saber o que irá fazer nem como fazer. Talvez sim, como forma de preencher os seus currículos, sem ter noção do grau de responsabilidade que irá assumir, e muitas das vezes, sem perfil para lá estar.
Pergunto: - qual é o sector ou qual a área estratégica para o desenvolvimento e crescimento económico do país, apresentada por um governo, e que foi levado a sua implementação? Será o sector Primário, secundário, terciário? Agricultura, pesca, turismo, formação, infra-estruturas?
Pois caros, são essas as respostas, que certamente muitos gostariam de saber.
Uma coisa é certa, sem uma estratégia clara e bem definida, uma politica seria e conduzida, nunca chegaremos ao lado nenhum. E não esqueçam que, “quem tudo quer, tudo perde”.
Enquanto, continuamos na política de “faz de conta, e de vamos experimentar”, o país continuará neste marasmo, e por mais incrível que pareça, notaremos cada vez mais, a existência de três classes dentro de uma só sociedade: - “aquela em que as pessoas gastam rios de dinheiro; aquela em que as pessoas comem para viver e aquela em que as pessoas não sabem de onde virá a próxima refeição”; ou seja, “Salva quem puder, Cada um por si e Deus por todos”.
É lamentável, é crítica, é dura, mas, infelizmente, essa é a nossa realidade!
António Crisóstomo
Santomense – Setembro 2008
Trinta e três de Cristo, Chega!..
Doze de Julho de 1975 – 12 de Julho de 2008. Trinta e três anos de “vida no circo”, 33 anos de “comédias”, 33 anos de “pesadelos e sofrimento”. As vezes, pergunto para mim mesmo: - será este arquipélago um país? Um projecto de país? Ou um pré -projecto de país?
De tanta incerteza, insegurança e atrasos que se vive, fui obrigado a observar com atenção o nosso belo emblema, e não resisti em retratar o nosso lema nacional: - “Unidade, disciplina e trabalho”. Quando na realidade, o que se vê e vive, é “falta de unidade, indisciplina (na gestão de coisas publicas) e preguiça”.
Olhando também com atenção nas letras do nosso lindo Hino Nacional, encontro a seguinte estrofe fantástica: - “Independência total, total e completa; Construindo no progresso e na paz; A Nação mais ditosa da terra; Com os braços heróicos do povo”.
Pergunto: - será mesmo uma independência total e completa, construindo no progresso e na paz, ou será uma dependência perpétua de ajudas externas, construída pelo retrocesso e instabilidade? - Será a nação mais ditosa da terra, com os braços heróicos do povo, ou será a nação mais desgostosa da terra com golpes heróicos dos governantes?
Compatriotas!....
São 33 anos, o chamado “Ano de Cristo”, portanto, está mais do que na altura, para aprendermos de uma vez por toda, e “gravar”, com as letras bem grandes nas nossas mentes, a palavra “responsabilidade”, decora-la, para nunca mais esquecermos da sua existência.
Meus senhores. “Punda Clistu” (por Cristo) … Chega! Chega de Vergonha, Vergonha de ver o nosso país, cada vez na cauda da pobreza, batendo recorde no estilo de governação, mudando “13 governos em 17 anos de democracia”. Vergonha de não conseguirmos entender porquê, que um país, com cerca mil e um km2, com uma população que ronda os cento e sessenta mil habitantes; onde a natureza fornece tudo, mais tudo e com grandes potencialidades para a prática de agricultura, pesca, turismo, enfim… e não se consegue conhecer a luz do desenvolvimento. Chega de Vergonha!...
Vergonha de ouvir e ver constantes “dizeres e contradizeres” entre a presidência e o governo, dando a entender que estamos na presença de um “palco de ringue” onde existe um jogo da força de poderes e que vence “ o elo mais forte”. Vergonha, de saber que a má governação, corrupção, a falta de clareza na gestão de bens e fundos públicos, invadem cada dia e cada vez mais a mentalidade e corações dos nossos governantes.
Vergonha de ver e ouvir os governantes a expressarem a palavra “democracia”, quando na realidade o que existe é uma “ditadura democratizada”, para não chamar “ditadura moderna”. Chega de Vergonha!...
Vergonha de ver o único Liceu Nacional, a “rebentar pelas costelas”, com mais de 80 alunos por sala de aula e nada a ser feito. Vergonha, de deixar-se levar pela ganância de criar vários instituto de formação superior, quando o ensino básico está cada vez mais critico e sem reforma em vista. E mais grave ainda, com um ensino público que só vai até ao 11º ano, quando no mundo actual, escolaridade mínima obrigatória para o acesso ao ensino superior é o 12º ano. Chega de Vergonha!...
Vergonha de saber, que outrora quando éramos poucos, tínhamos mais de seis hospitais de qualidade (Monte Café, Agua Izé, Aires de Menezes, Sundy, Porto-Real e Dr. Quaresma Dias da Graça…) e, hoje que somos mais, só nos restam dois e sem condições nenhumas.
Vergonha de ver ruas esburacadas, casas degradadas, falta de iluminação nas cidades e regiões periféricas, falta de infra-estruturas, enfim… como se tratasse de um pais que sofreu muitos anos de guerras armadas. Chega de Vergonha!...
Vergonha de ver, uma Assembleia da República com cinquenta e cinco deputados, para um país tão pequeno, mas, que mesmo assim nada se faz. Vergonha de saber, que Governo não tem se quer uma “canoa”, que permite fazer ligação entre as duas ilhas, evitando cada vez mais o isolamento uma da outra. Chega de Vergonha!
Vergonha de enviar centenas de estudantes para Cuba e para outros cantos do mundo, sem garantias de bolsas de estudo, largados ao “deus dará”, sem um consulado ou alguém que os responsabilize e os representem. Vergonha de ver os ditos Senhores “gatos-pingados” a viver a “grande e a francesa”, com altos carros e casas, viajando todas as semanas (para não dizer todos os dias), e o povo coitado, de “boca ao vento” , “chupando no dedo”, pedindo a Deus que os ajude a ter o “pão nosso de cada dia”. Chega de Vergonha!
Vergonha de ver todos os apoios financeiros de ajudas externas, doados ao estado são-tomense, desaparecendo como se fosse uma “varinha magica”. Chega!... Chega de tortura, chega de corrupção, chega de desprezar o povo, chega de usurpação, chega!... Liberta-os da “cadeia de porta aberta”, faz o povo ver a “luz do dia”, porque, justamente aos 33 anos, acabou o sofrimento de Cristo. Espero eu, que seja o fim do sofrimento do povo são-tomense.
Assim, peço-vos: - “que criem uma sociedade justa e digna; que sejam justo na distribuição da riqueza; que pensem no progresso e desenvolvimento do país; que criem uma política séria para educação e saúde; que tenham atitude e consciência e deixem de enganar o povo; que apostem seriamente numa área estratégica para o crescimento e desenvolvimento económico (seja ela, agricultura ou pesca ou turismo…); que façam a melhor gestão possível de bens e fundos públicos; que dêem oportunidades aos mais jovens, e que não esqueçam dos compromissos com os estudantes bolseiros; que lembrem, que está mais do que na hora, de unirmos numa só força e pensarmos no futuro e bem-estar social”.
E nunca esqueçam: - que “UM BOM POLÍTICO DEVE TRABALHAR EM PROL DE SUA COMUNIDADE ATENDENDO AOS ANSEIOS DO POVO EM GERAL”; e que evitem, a prática de uma “Política da ignorância”; porque “o mundo é um bom lugar, mas, quem estraga-o são os seres humanos”.
António Crisóstomo - São-tomense
De tanta incerteza, insegurança e atrasos que se vive, fui obrigado a observar com atenção o nosso belo emblema, e não resisti em retratar o nosso lema nacional: - “Unidade, disciplina e trabalho”. Quando na realidade, o que se vê e vive, é “falta de unidade, indisciplina (na gestão de coisas publicas) e preguiça”.
Olhando também com atenção nas letras do nosso lindo Hino Nacional, encontro a seguinte estrofe fantástica: - “Independência total, total e completa; Construindo no progresso e na paz; A Nação mais ditosa da terra; Com os braços heróicos do povo”.
Pergunto: - será mesmo uma independência total e completa, construindo no progresso e na paz, ou será uma dependência perpétua de ajudas externas, construída pelo retrocesso e instabilidade? - Será a nação mais ditosa da terra, com os braços heróicos do povo, ou será a nação mais desgostosa da terra com golpes heróicos dos governantes?
Compatriotas!....
São 33 anos, o chamado “Ano de Cristo”, portanto, está mais do que na altura, para aprendermos de uma vez por toda, e “gravar”, com as letras bem grandes nas nossas mentes, a palavra “responsabilidade”, decora-la, para nunca mais esquecermos da sua existência.
Meus senhores. “Punda Clistu” (por Cristo) … Chega! Chega de Vergonha, Vergonha de ver o nosso país, cada vez na cauda da pobreza, batendo recorde no estilo de governação, mudando “13 governos em 17 anos de democracia”. Vergonha de não conseguirmos entender porquê, que um país, com cerca mil e um km2, com uma população que ronda os cento e sessenta mil habitantes; onde a natureza fornece tudo, mais tudo e com grandes potencialidades para a prática de agricultura, pesca, turismo, enfim… e não se consegue conhecer a luz do desenvolvimento. Chega de Vergonha!...
Vergonha de ouvir e ver constantes “dizeres e contradizeres” entre a presidência e o governo, dando a entender que estamos na presença de um “palco de ringue” onde existe um jogo da força de poderes e que vence “ o elo mais forte”. Vergonha, de saber que a má governação, corrupção, a falta de clareza na gestão de bens e fundos públicos, invadem cada dia e cada vez mais a mentalidade e corações dos nossos governantes.
Vergonha de ver e ouvir os governantes a expressarem a palavra “democracia”, quando na realidade o que existe é uma “ditadura democratizada”, para não chamar “ditadura moderna”. Chega de Vergonha!...
Vergonha de ver o único Liceu Nacional, a “rebentar pelas costelas”, com mais de 80 alunos por sala de aula e nada a ser feito. Vergonha, de deixar-se levar pela ganância de criar vários instituto de formação superior, quando o ensino básico está cada vez mais critico e sem reforma em vista. E mais grave ainda, com um ensino público que só vai até ao 11º ano, quando no mundo actual, escolaridade mínima obrigatória para o acesso ao ensino superior é o 12º ano. Chega de Vergonha!...
Vergonha de saber, que outrora quando éramos poucos, tínhamos mais de seis hospitais de qualidade (Monte Café, Agua Izé, Aires de Menezes, Sundy, Porto-Real e Dr. Quaresma Dias da Graça…) e, hoje que somos mais, só nos restam dois e sem condições nenhumas.
Vergonha de ver ruas esburacadas, casas degradadas, falta de iluminação nas cidades e regiões periféricas, falta de infra-estruturas, enfim… como se tratasse de um pais que sofreu muitos anos de guerras armadas. Chega de Vergonha!...
Vergonha de ver, uma Assembleia da República com cinquenta e cinco deputados, para um país tão pequeno, mas, que mesmo assim nada se faz. Vergonha de saber, que Governo não tem se quer uma “canoa”, que permite fazer ligação entre as duas ilhas, evitando cada vez mais o isolamento uma da outra. Chega de Vergonha!
Vergonha de enviar centenas de estudantes para Cuba e para outros cantos do mundo, sem garantias de bolsas de estudo, largados ao “deus dará”, sem um consulado ou alguém que os responsabilize e os representem. Vergonha de ver os ditos Senhores “gatos-pingados” a viver a “grande e a francesa”, com altos carros e casas, viajando todas as semanas (para não dizer todos os dias), e o povo coitado, de “boca ao vento” , “chupando no dedo”, pedindo a Deus que os ajude a ter o “pão nosso de cada dia”. Chega de Vergonha!
Vergonha de ver todos os apoios financeiros de ajudas externas, doados ao estado são-tomense, desaparecendo como se fosse uma “varinha magica”. Chega!... Chega de tortura, chega de corrupção, chega de desprezar o povo, chega de usurpação, chega!... Liberta-os da “cadeia de porta aberta”, faz o povo ver a “luz do dia”, porque, justamente aos 33 anos, acabou o sofrimento de Cristo. Espero eu, que seja o fim do sofrimento do povo são-tomense.
Assim, peço-vos: - “que criem uma sociedade justa e digna; que sejam justo na distribuição da riqueza; que pensem no progresso e desenvolvimento do país; que criem uma política séria para educação e saúde; que tenham atitude e consciência e deixem de enganar o povo; que apostem seriamente numa área estratégica para o crescimento e desenvolvimento económico (seja ela, agricultura ou pesca ou turismo…); que façam a melhor gestão possível de bens e fundos públicos; que dêem oportunidades aos mais jovens, e que não esqueçam dos compromissos com os estudantes bolseiros; que lembrem, que está mais do que na hora, de unirmos numa só força e pensarmos no futuro e bem-estar social”.
E nunca esqueçam: - que “UM BOM POLÍTICO DEVE TRABALHAR EM PROL DE SUA COMUNIDADE ATENDENDO AOS ANSEIOS DO POVO EM GERAL”; e que evitem, a prática de uma “Política da ignorância”; porque “o mundo é um bom lugar, mas, quem estraga-o são os seres humanos”.
António Crisóstomo - São-tomense
sábado, 4 de outubro de 2008
Que Deus me perdoe!...
Não sei se é praga ou azar, ou até uma mera coincidência!...
Não sei se é maldição ou condenação ou mesmo algo evidenciado!...
Só sei, se eu conhecesse o indivíduo que atribui os nomes aos PALOP`s, pedia-o satisfação. Se era de bem ou mal, já não sei…
Ora vejamos:
O “irmão Anos” (Cabo-verdianos, Angolanos e Moçambicanos), vivem com paz, sossego, estabilidade, tranquilidade e progresso. Sempre lutando e buscando o melhor e mais condições para suas satisfações; trabalhando com harmonia, humildade, união, e sempre pensando na sua pátria seja onde quer que estejam.
Os “irmão Enses” (Santomenses e Guineenses), são os amaldiçoados, os condenados, os azarentos, enfim, tudo do pior que uma nação poderia conhecer… egoístas, malfeitores, invejosos, ambiciosos, rancorosos e mais graves ainda, corjas de …
Não se compreende nem se entende, como é possível que em pleno século XXI, uns países que poderiam ter grandes e boas condições (como é o caso de Guiné e S.Tomé e Príncipe), dada as potencialidades e recursos naturais que possuem, possa estar a viver crises profundas e sucessíveis, devido os interesses particulares, de um ou outro indivíduo, que julgam ser “dono da terra”.
Leva-nos a crer, que o poder nos “irmãos Enses” é visto como uma fonte de rendimento para férias prolongadas, e quando enfraquecem os rendimentos e as ferias, os reis voltam ao seu trono.
Nessas terras onde quem tem “um olho é rei”, os poderes são rotativos. Sempre os mesmos, sempre as mesmas caras cansadas, sempre os mesmos fracassos, sem qualquer alternativa governativa nem ideias frescas, agarrados nas ideias mais remotas que alguma vez se conheceu, e ainda por cima, não se sentem se quer incomodados em ver os seus povos a sofrerem e a morrem muitas das vezes a fome e miséria.
Que Deus me perdoe! Porque também tenho família, mas, como diz o velho ditado: “cada povo tem governo que merece”. Ah pois tem!...
Enquanto não abrirem “pestana” e verem que existem uns “sanguessugas”, que andam a sugar tudo que país tem, sem pensar neles, e tomarem decisões, agirem ou mesmo reagirem, para acabar com esses usurpadores de coisas alheias, tirando-os do poder, votando na sinceridade e acreditando em gente séria, nas propostas credíveis, e esquecerem de fenómeno “banho” nas épocas da campanha; que sofram!...
Sabem quem foi o famoso António Variações? Não sabem!... Pois vos faço lembrar a sua magnífica canção: “ quando a cabeça não pensa, o corpo é que paga…”, ah pois como paga!...
Ah pois é!... Não querem “banho”?... Então toma “banho de fome e miséria”! … Agora aguenta!... Até que aprenderem a abrir os olhos e votarem na consciência, na proposta digna e condigna, naqueles que querem bem para país e não naqueles que vos enganam, com uns pães com chouriço, umas camisolitas, umas cervejinhas e uns dólares na mão durante a campanha!...
Que Deus me perdoe!... Mas, bem feito!... Que sofram, até que aprendam que mais importante é pensar no futuro e saberem que vale a pena terem futuro feliz, do que felicidade apenas num instante, ou seja, na época do “balnear” (campanhas eleitorais).
Um dia, quando cansarem de comer “pão que diabo amansou”, aprender-se-ão, e daí meus irmãos, irão aprender que devem confiar e dar os seus votos e as suas consciências, naqueles que merecem e vale a pena confiar, e não “ num qualquer”, que aparece com um “soprar do vento”, sabe-se lá de onde… e vos enganam com um pão com chouriço e umas cervejas!...
Digam-me “irmãos Enses”... É a vossa vontade, de tomarem banho num dia e permanecerem sujos por resto da vida toda?
Não acredito que seja verdade!... Por isso, ponham mão na consciência, pensa no futuros, se não vosso, mas, dos vossos filhos e netos, e não permita e nem deixe que os nossos países sejam governados pelos “falsos profetas”, porque o judas já basta aquele que vendeu o Jesus Cristo.
Nunca esqueçam, que “quando a esmola é muito, santo desconfia”. Portanto, todos aqueles que aparecerão diante de vós, dizendo, “ eu sou o vosso salvador”, dando-vos “banho”, são os vossos inimigos e só vos querem enganar, porque os mesmos conhecem as vossas fraquezas, usam as vossas necessidades e pobrezas, para ficarem cada vez mais ricos do que já estão.
Num dia se forem chamados as urnas, na hora de depositar os vossos votos, pensa, pensa e usa a vossas consciências.
Lembrem sempre que é “futuro que está em jogo” e não o presente! E mais ainda, lembrem “que muitos banhos tomados no passado foram desgraças que vivem no presente”.
Como dizia João Carlos Silva, do programa “Na Roças com os Tachos”, “façam favor de serem felizes”.
Obrigado,
António Crisóstomo - Santomense
Não sei se é maldição ou condenação ou mesmo algo evidenciado!...
Só sei, se eu conhecesse o indivíduo que atribui os nomes aos PALOP`s, pedia-o satisfação. Se era de bem ou mal, já não sei…
Ora vejamos:
O “irmão Anos” (Cabo-verdianos, Angolanos e Moçambicanos), vivem com paz, sossego, estabilidade, tranquilidade e progresso. Sempre lutando e buscando o melhor e mais condições para suas satisfações; trabalhando com harmonia, humildade, união, e sempre pensando na sua pátria seja onde quer que estejam.
Os “irmão Enses” (Santomenses e Guineenses), são os amaldiçoados, os condenados, os azarentos, enfim, tudo do pior que uma nação poderia conhecer… egoístas, malfeitores, invejosos, ambiciosos, rancorosos e mais graves ainda, corjas de …
Não se compreende nem se entende, como é possível que em pleno século XXI, uns países que poderiam ter grandes e boas condições (como é o caso de Guiné e S.Tomé e Príncipe), dada as potencialidades e recursos naturais que possuem, possa estar a viver crises profundas e sucessíveis, devido os interesses particulares, de um ou outro indivíduo, que julgam ser “dono da terra”.
Leva-nos a crer, que o poder nos “irmãos Enses” é visto como uma fonte de rendimento para férias prolongadas, e quando enfraquecem os rendimentos e as ferias, os reis voltam ao seu trono.
Nessas terras onde quem tem “um olho é rei”, os poderes são rotativos. Sempre os mesmos, sempre as mesmas caras cansadas, sempre os mesmos fracassos, sem qualquer alternativa governativa nem ideias frescas, agarrados nas ideias mais remotas que alguma vez se conheceu, e ainda por cima, não se sentem se quer incomodados em ver os seus povos a sofrerem e a morrem muitas das vezes a fome e miséria.
Que Deus me perdoe! Porque também tenho família, mas, como diz o velho ditado: “cada povo tem governo que merece”. Ah pois tem!...
Enquanto não abrirem “pestana” e verem que existem uns “sanguessugas”, que andam a sugar tudo que país tem, sem pensar neles, e tomarem decisões, agirem ou mesmo reagirem, para acabar com esses usurpadores de coisas alheias, tirando-os do poder, votando na sinceridade e acreditando em gente séria, nas propostas credíveis, e esquecerem de fenómeno “banho” nas épocas da campanha; que sofram!...
Sabem quem foi o famoso António Variações? Não sabem!... Pois vos faço lembrar a sua magnífica canção: “ quando a cabeça não pensa, o corpo é que paga…”, ah pois como paga!...
Ah pois é!... Não querem “banho”?... Então toma “banho de fome e miséria”! … Agora aguenta!... Até que aprenderem a abrir os olhos e votarem na consciência, na proposta digna e condigna, naqueles que querem bem para país e não naqueles que vos enganam, com uns pães com chouriço, umas camisolitas, umas cervejinhas e uns dólares na mão durante a campanha!...
Que Deus me perdoe!... Mas, bem feito!... Que sofram, até que aprendam que mais importante é pensar no futuro e saberem que vale a pena terem futuro feliz, do que felicidade apenas num instante, ou seja, na época do “balnear” (campanhas eleitorais).
Um dia, quando cansarem de comer “pão que diabo amansou”, aprender-se-ão, e daí meus irmãos, irão aprender que devem confiar e dar os seus votos e as suas consciências, naqueles que merecem e vale a pena confiar, e não “ num qualquer”, que aparece com um “soprar do vento”, sabe-se lá de onde… e vos enganam com um pão com chouriço e umas cervejas!...
Digam-me “irmãos Enses”... É a vossa vontade, de tomarem banho num dia e permanecerem sujos por resto da vida toda?
Não acredito que seja verdade!... Por isso, ponham mão na consciência, pensa no futuros, se não vosso, mas, dos vossos filhos e netos, e não permita e nem deixe que os nossos países sejam governados pelos “falsos profetas”, porque o judas já basta aquele que vendeu o Jesus Cristo.
Nunca esqueçam, que “quando a esmola é muito, santo desconfia”. Portanto, todos aqueles que aparecerão diante de vós, dizendo, “ eu sou o vosso salvador”, dando-vos “banho”, são os vossos inimigos e só vos querem enganar, porque os mesmos conhecem as vossas fraquezas, usam as vossas necessidades e pobrezas, para ficarem cada vez mais ricos do que já estão.
Num dia se forem chamados as urnas, na hora de depositar os vossos votos, pensa, pensa e usa a vossas consciências.
Lembrem sempre que é “futuro que está em jogo” e não o presente! E mais ainda, lembrem “que muitos banhos tomados no passado foram desgraças que vivem no presente”.
Como dizia João Carlos Silva, do programa “Na Roças com os Tachos”, “façam favor de serem felizes”.
Obrigado,
António Crisóstomo - Santomense
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