sábado, 4 de outubro de 2008

Que Deus me perdoe!...

Não sei se é praga ou azar, ou até uma mera coincidência!...
Não sei se é maldição ou condenação ou mesmo algo evidenciado!...
Só sei, se eu conhecesse o indivíduo que atribui os nomes aos PALOP`s, pedia-o satisfação. Se era de bem ou mal, já não sei…
Ora vejamos:
O “irmão Anos” (Cabo-verdianos, Angolanos e Moçambicanos), vivem com paz, sossego, estabilidade, tranquilidade e progresso. Sempre lutando e buscando o melhor e mais condições para suas satisfações; trabalhando com harmonia, humildade, união, e sempre pensando na sua pátria seja onde quer que estejam.
Os “irmão Enses” (Santomenses e Guineenses), são os amaldiçoados, os condenados, os azarentos, enfim, tudo do pior que uma nação poderia conhecer… egoístas, malfeitores, invejosos, ambiciosos, rancorosos e mais graves ainda, corjas de …
Não se compreende nem se entende, como é possível que em pleno século XXI, uns países que poderiam ter grandes e boas condições (como é o caso de Guiné e S.Tomé e Príncipe), dada as potencialidades e recursos naturais que possuem, possa estar a viver crises profundas e sucessíveis, devido os interesses particulares, de um ou outro indivíduo, que julgam ser “dono da terra”.
Leva-nos a crer, que o poder nos “irmãos Enses” é visto como uma fonte de rendimento para férias prolongadas, e quando enfraquecem os rendimentos e as ferias, os reis voltam ao seu trono.
Nessas terras onde quem tem “um olho é rei”, os poderes são rotativos. Sempre os mesmos, sempre as mesmas caras cansadas, sempre os mesmos fracassos, sem qualquer alternativa governativa nem ideias frescas, agarrados nas ideias mais remotas que alguma vez se conheceu, e ainda por cima, não se sentem se quer incomodados em ver os seus povos a sofrerem e a morrem muitas das vezes a fome e miséria.
Que Deus me perdoe! Porque também tenho família, mas, como diz o velho ditado: “cada povo tem governo que merece”. Ah pois tem!...
Enquanto não abrirem “pestana” e verem que existem uns “sanguessugas”, que andam a sugar tudo que país tem, sem pensar neles, e tomarem decisões, agirem ou mesmo reagirem, para acabar com esses usurpadores de coisas alheias, tirando-os do poder, votando na sinceridade e acreditando em gente séria, nas propostas credíveis, e esquecerem de fenómeno “banho” nas épocas da campanha; que sofram!...
Sabem quem foi o famoso António Variações? Não sabem!... Pois vos faço lembrar a sua magnífica canção: “ quando a cabeça não pensa, o corpo é que paga…”, ah pois como paga!...
Ah pois é!... Não querem “banho”?... Então toma “banho de fome e miséria”! … Agora aguenta!... Até que aprenderem a abrir os olhos e votarem na consciência, na proposta digna e condigna, naqueles que querem bem para país e não naqueles que vos enganam, com uns pães com chouriço, umas camisolitas, umas cervejinhas e uns dólares na mão durante a campanha!...
Que Deus me perdoe!... Mas, bem feito!... Que sofram, até que aprendam que mais importante é pensar no futuro e saberem que vale a pena terem futuro feliz, do que felicidade apenas num instante, ou seja, na época do “balnear” (campanhas eleitorais).
Um dia, quando cansarem de comer “pão que diabo amansou”, aprender-se-ão, e daí meus irmãos, irão aprender que devem confiar e dar os seus votos e as suas consciências, naqueles que merecem e vale a pena confiar, e não “ num qualquer”, que aparece com um “soprar do vento”, sabe-se lá de onde… e vos enganam com um pão com chouriço e umas cervejas!...
Digam-me “irmãos Enses”... É a vossa vontade, de tomarem banho num dia e permanecerem sujos por resto da vida toda?
Não acredito que seja verdade!... Por isso, ponham mão na consciência, pensa no futuros, se não vosso, mas, dos vossos filhos e netos, e não permita e nem deixe que os nossos países sejam governados pelos “falsos profetas”, porque o judas já basta aquele que vendeu o Jesus Cristo.
Nunca esqueçam, que “quando a esmola é muito, santo desconfia”. Portanto, todos aqueles que aparecerão diante de vós, dizendo, “ eu sou o vosso salvador”, dando-vos “banho”, são os vossos inimigos e só vos querem enganar, porque os mesmos conhecem as vossas fraquezas, usam as vossas necessidades e pobrezas, para ficarem cada vez mais ricos do que já estão.
Num dia se forem chamados as urnas, na hora de depositar os vossos votos, pensa, pensa e usa a vossas consciências.
Lembrem sempre que é “futuro que está em jogo” e não o presente! E mais ainda, lembrem “que muitos banhos tomados no passado foram desgraças que vivem no presente”.
Como dizia João Carlos Silva, do programa “Na Roças com os Tachos”, “façam favor de serem felizes”.

Obrigado,

António Crisóstomo - Santomense

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