É sem dúvidas, se o arrependimento matasse, na sociedade são-tomense já não teria nenhuma “alma caridosa” para contar história. Talvez sim, existia uma sociedade cheia de malfeitores e de “almas malignas”, daqueles que aparentemente demonstram ser o “mais filho da terra”, que na verdade só interessam por eles, e estão-se a “borrifar” para o povo.
Na verdade, já não sabemos quem são os verdadeiros culpados do mal-estar social. Se é o povo, ou se são “os mais filhos da terra”, isto é difícil de identificar. Também, isso não nos interessa muito!...
Dizia os meus pais: - “ meu filho, nunca chore sobre sangue derramado. Porque, o que está feito, está feito. O tempo já não volta atrás. E mais, o tempo é o verdadeiro remédio para sarar as nossas feridas. E os erros cometidos no passado, são as nossas cicatrizes do presente.
Essas cicatrizes, não servirão para passarmos a vida toda a pensar nelas, mas, para nos despertar e ganharmos consciência e não voltarmos a cometer os mesmos erros”. Por outras, quero com isso dizer, que não devemos estagnar no tempo a pensar no problema, mas sim, devemos procurar encontrar soluções para ultrapassarmos esses mesmos problemas.
Se antes, cometemos erros graves, em escolher pessoas erradas para governar o destino do país; em deixar-nos enganar por umas merendas; por umas cervejinhas; por umas bodas no bairro; pela vinda dos cantores de renome e grupos culturais; por uns pães com chouriços… e estamos a viver na situação que estamos. Sem escolas; sem assistências médicas; bebendo água imprópria para consumo; com alimentação debilitada; etc.…então, julgo eu, que está na altura de dizer “Não, obrigado… estamos cansados!”
Cansados daqueles que vêm de onde vêm, corrompendo ainda mais a consciência do povo (dada as necessidades existentes no país), dando dinheiro a “torta e a direita”; vendendo a sua imagem; publicitando a todo o custo o seu bom-nome; apadrinhando todo e qualquer tipo de actividades no país. Em troca de quê? De voto claro!
Quando o essencial, que é a resolução dos problemas básicos da sociedade, como criação de mais empregos, mais formação, construções de escolas, saneamento do meio, levar águas e energias àqueles que nunca tiveram, melhoramento das condições hospitalares, compram de mais medicamentos (evitando a venda de medicamentos fabricados com giz, pondo em perigo a vida da população), importação de géneros alimentícios, criação de centros educativos para as “crianças em riscos”, dar mais atenção as pessoas com necessidades especiais (deficientes) … enfim. Esses problemas, não os interessam!
Irmãos são-tomenses, está na altura de unir numa só força e uma só voz, e dizer a esses falsos profetas, que vêm de onde vêm, pregando evangelho, dizendo ser o salvador da pátria, oferecendo “mil e fundos”, que “quando esmola é muito, santo desconfia”, por isso, “Não, Obrigado, Estamos Cansados”!
Cansados de tanta falsidade. Cansados de sermos enganados. Cansados de dar a mão beijadas aos usurpadores de coisas alheias, a vitória conquistada na dura luta para conquista da independência e da liberdade. Por isso, “Não Obrigado!”, porque o valor, o sangue e a dignidade de um povo, não se vendem.
E mais uma vez, nunca se esqueçam que “para tomar uma decisão importante na vida, é necessário saber o que queremos e aonde queremos chegar”, ou seja, saber se queremos continuar nesta vida triste e dolorosa, ou se queremos mudar para melhor. Se queremos caminhar para progresso, ou se queremos continuar no retrocesso.
Senhores “mais filhos da terra”, conforme cantou Camilo Domingos, “…Santomé sa ginón Quidalê...” (….S. Tomé é dos santomenses, o que D’el-rei…).
Melhores cumprimentos
António Crisóstomo
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário